quarta-feira, 11 de junho de 2008

Doenças Infecciosas Bucais: Seu impacto sobre a Saúde 1

A concepção de que as doenças infecciosas bucais se limitam a produzir lesões nas estruturas contidas na cavidade bucal é bastante enraizado e dominante nos meios Odontológicos.
Como indicam algumas situações anteriores ocorridas em outras áreas de nossa profissão, esses conceitos empíricos que, de tanto serem repetidos, acabaram adquirindo foro de verdade comprovada. E com o passar do tempo converteu-se em mais um “Dogma de fé”.
Existem indícios científicos veementes de que as doenças bucais, têm condições de atuar como focos de disseminação de microorganismos patogênicos, com efeitos metastáticos sistêmicos, especialmente em pessoas com a saúde comprometida ou em idosos. Tudo indica que as doenças bucais possuem suficiente potencial para gerar desequilíbrio na homeostasia do organismo, comprometendo a saúde como um todo.
Este tema só foi objeto de verdadeira atenção na área de saúde quando um respeitado Médico Patologista inglês chamado William Hunter, criticou severamente os dentistas americanos por permitirem, a permanência de doenças infecciosas nos pacientes sem um tratamento adequado.
A partir de então, como conseqüência dos quadros infecciosos dos dentes despolpados, fez, desaparecer a terapêutica endodôntica. Impressionados com a denuncia muitos médicos começaram a pressionar os dentistas para que extraíssem os dentes com comprometimento pulpar e periodontal, que resultou em milhares de extrações intempestivas e desnecessárias.
É surpreendente que um assunto tão significativo tenha sido virtualmente abandonado pela odontologia, a possível relação entre a doenças infecciosas bucais e o aparecimento de condições patológicas sistêmicas.
Para explicar esse comportamento é a de que, tendo se livrado da incômoda acusação médica de não saber tratar as doenças infecciosas e suas decorrências.
A interligação dos quadros bucais com as doenças sistêmicas tem sido evidenciada em inúmeras investigações conduzidas nos últimos anos. Fica claro que os efeitos das doenças bucais para o organismo não são tão limitados e triviais como nos levaram acreditar.Portanto, além de produzir a conhecida lista de mazelas como dor, sofrimento, perda de produtividade (absenteísmo) no trabalho e na escola, gera uma legião de desdentados com severas limitações funcionais e sociais, as doenças bucais podem dar origem a diversas condições mórbidas que extrapolam a localização oral.
Existe no presente , uma respeitável messe de trabalhos científicos que sugerem a correlação de doenças infecciosas bucais – tais como periodontite e abscessos periapicais, entre outras, com diversas manifestações mórbidas e sistêmicas que incluem abscessos cerebrais, meningites crônicas e agudas, miocardites e endocardites bacterianas, infarto agudo do miocárdio, doenças oculares e de pele, tétano, entre outras.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Quais são os recursos para a limpeza das próteses totais?


Muitos pacientes portadores de prótese total (P T) não a mantêm limpa. O resultado da má higiene é o acúmulo de placa e/ou de restos alimentares na superfície da prótese total e dos tecidos bucais (rebordo residual, palato, bochechas e língua).

A parte interna do aparelho protético é a região onde ocorre maior acúmulo de placa, que é o fator causal de várias patogenias bucais, como estomatites. É importante salientar que um bom polimento irá contribuir para a manutenção da limpeza da prótese, uma vez que os poros propiciam o depósito de resíduos.

O uso de agentes para limpeza das próteses é essencial para prevenir não só o acúmulo de placa, como também o mau odor e as alterações na estética, principalmente por adesão de pigmentos. Existe no mercado internacional um grande número de soluções, cremes dentais, pós, escovas e aparelhos para auxiliar na higienização das próteses. Porém, no Brasil, não existe tanta diversidade desses produtos.

Quanto ao seu efeito, esses agentes se dividem em: limpadores químicos e mecânicos. Os agentes de limpeza deveriam, idealmente, remover depósitos de substâncias orgânicas e inorgânicas das PTs, conter propriedades bactericidas e fungicidas e ser de baixo custo, para estimular seu uso contínuo.

A escova é o agente mecânico mais utilizado. Deve-se dar preferência à utilização de escovas com formato adequado e tipos de cerdas desenvolvidos especificamente para a higiene de dentaduras. É importante salientar que pacientes portadores de prolapso de válvula mitral, pacientes anteriormente submetidos a cirurgia cardiovascular, pacientes imunodeprimidos (pós-transplantados, esplenectomizados, submetidos a quimioterapia) ou imunossuprimidos (com AIDS) devem receber orientação especialmente rigorosa e detalhada, em que se deve incluir uma troca mais freqüente das escovas, a fim de diminuir o número de microorganismos acumulados nas mesmas, dado o risco maior de complicações infecciosas sistêmicas (endocardites bacterianas).

O uso de aparelhos ultra-sônicos também é eficaz como coadjuvante. Dentre os agentes químicos, o hipoclorito de sódio foi uma das primeiras soluções a ser utilizada, devido à sua capacidade de remover pigmentos e por seu poder bactericida e fungicida. Contudo, a grande desvantagem é que essa substância pode provocar clareamento da resina acrílica, dependendo da sua concentração e do tempo de imersão.

Quanto aos cremes dentais, os de baixo índice de abrasividade são mais indicados, pois mantêm a integridade das próteses. O uso de peróxidos em forma de pastilhas ou pós reduz ou elimina a colonização dos Streptococcus mutans, mas não inibe a colonização da Candida albicans, e alguns são contra-indicados para próteses que tenham sido reembasadas com material resiliente.

Destacam-se ainda, como soluções de limpeza, o bicarbonato de sódio e o perborato de sódio, sendo esse último comercializado no mercado nacional em forma de sachê. O paciente deve ser bem orientado quanto ao uso dos agentes de limpeza adequados para a prótese. Toda essa orientação deve ser, tanto quanto possível, personalizada e dimensionada para a compreensão do paciente (e familiares), no sentido de se evitar, por exemplo, o uso de bochechos com substâncias apropriadas para a limpeza das próteses, o que poderia causar sérios danos teciduais locais.

Assim sendo, na cavidade bucal, usar líquidos adstringentes suaves ou anti-sépticos bucais após a escovação de toda mucosa coberta pela dentadura e da língua. Isso sempre depois de cada refeição. Alguns autores relatam que o uso de prótese somente durante o dia é melhor do que de dia e de noite, principalmente os casos de pacientes portadores de sobredentaduras (''overdentures'') ou que possuam dentes no arco antagonista. Em seus trabalhos, mostram que a redução do risco de cáries e doenças periodontais é significativamente maior nos pacientes que permanecem com a prótese somente no decorrer do dia.

Cabe ao paciente manter a higiene bucal na rotina diária. Cabe ao Cirurgião-Dentista instruir o paciente sobre os recursos dessa higiene. Assim, o profissional estará indo ao encontro do objetivo de uma odontologia preventiva com otimização do trabalho executado.

A Amamentação e a Odontologia


A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizantes, protegendo-as de diversas doenças. Crianças aleitadas no peito tem melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e na depressão pós-parto. Hoje, diz-se que o leite materno é ecologicamente correto, pois não consome recursos naturais em sua produção e não gera lixo como ocorre com os leites artificiais, além de ser mais barato.

Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.
Um exercício muito importante
Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos.

Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ela ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.
Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes ‘’encavalados’’)
Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalite, pneumonia, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar ‘’encavalados’’, aumentando também o processo de cárie.
A amamentação prepara o bebê para a mastigação
A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cárie (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habitou a essa dieta foi o uso prolongado de mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.
Evitando hábitos prejudiciais.
Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosa à fala e à respiração.
Abandono a mamadeira
A partir dos quatro meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando uso de mamadeira ou ‘’chuquinha’’.
Prevenindo a cárie
A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, a odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia os pais a acostumarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim como os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.
fonte: Revista APCD

Como Usar o Fio Dental




1- Pegue um pedaço de 45 cm de fio dental, enrole as pontas em volta dos dedos médios e estique.Controle os movimentos do fio dental com o dedão.








2-Devagar e com cuidado, passe o fio dental entre os dentes , indo para cima e para baixo.






3-Use um pedaço limpo de fio dental para cada dente.




4-Para aprender rapidinho, peça a ajuda de um adulto ou Cirurgião-Dentista.

Sistema de Prevenção

Esse sistema visa combater a principal causa da cárie e das doenças periodontais que é a placa bacteriana, que se forma pelo acúmulo de alimentos e a degradação do mesmo.

A degradação dos alimentos fornece a nutrição para os microorganismos que se organizam nas superfícies dentárias e tecidos moles da boca formando a placa bacteriana. Nas superfícies dentárias essa placa bacteriana libera subprodutos que causam a desmineralização dos dentes que é o início da cárie. Essa degradação de alimentos também é, na maioria dos casos, uma das principais causas do mau hálito pelo seu odor forte.

A prevenção hoje é a base da odontologia, buscando sempre evitar a perda dos tecidos dentários e principalmente do elemento dentário. Apesar de toda a evolução da odontologia e de seus materiais, nenhum material substitui perfeitamente o dente e seus tecidos perdidos.

Quanto mais a cárie e os outros processos patológicos evoluem, mais complexos serão os procedimentos, maiores serão os custos e os prognósticos mais incertos.
Quando iniciar a prevenção?
Idealmente a prevenção deve ser iniciada por volta dos seis meses de vida do recém nascido para ser iniciada as instruções de como prevenir a cárie e o que pode ser feito para os dentes “nascerem” da melhor forma possível. Instruções também sobre a dieta, como higienizar a boca do recém nascido e da criança, quando começar a usar a escova de dente, a pasta dentária e o flúor.

Papel fundamental da prevenção também é a conscientização das gestantes do que pode ser maléfico à dentição de seus filhos e os hábitos que podem ser deletérios para o crescimento e desenvolvimento crâniofacial e da dentição.

O sistema preventivo da Perfil, busca a melhoria das condições bucais do paciente e para isso os pontos essenciais são as técnicas de higienização (para limpar as superfícies dentárias, eliminando a placa bacteriana, fortalecendo o esmalte e deixando sabor refrescante na boca) e a conscientização do paciente.
Este sistema é composto de:
- Exame clínico e documentação do paciente.
- Profilaxia do paciente.
- Ensino da escovação e uso do fio dental, além da escovação supervisionada na clínica.
- Gráfico de desempenho e evolução do paciente com controle do número de cáries em longo prazo.
- Instrução da dieta e conscientização de que uma dieta balanceada é importante tanto para a saúde bucal quanto para a saúde de um modo geral.
- Uso racional do flúor.
- Profilaxia semestral.
Com esses passos o sistema atua em dois sentidos:
· Educação do paciente quanto à saúde bucal, sobre o que é benéfico e o que é maléfico para a mesma. É o desenvolvimento no próprio paciente da sua conscientização sobre a importância dos seus dentes buscando atitudes para a mudança de seu comportamento.

· Fase preventiva propriamente dita, na qual uma equipe de profissionais utiliza as técnicas da odontologia a favor da saúde do paciente.

Essa é a preocupação do Cirurgião-Dentista, ou seja, o bem estar físico e mental do paciente, ajudando a população a ter uma melhoria na qualidade de vida de acordo com o aumento da expectativa de vida que a população atinge.
Fio dental - é utilizado para remover a placa entre os dentes onde a escova não alcança, sendo uma região de grande acúmulo de placa bacteriana.
Pasta dentária - Age como um detergente bucal para limpeza, dissolvendo e eliminando a terrível placa bacteriana. Também possui flúor.
Escova de dente - Age pela limpeza mecânica dos dentes. A escova ideal deve possuir cabeça pequena, cerdas de nylon arredondadas e macias e com cabo reto anatômico.
Flúor - Substância que complementa a higiene bucal fortalecendo os dentes. O ideal é usa-lo antes de dormir para auxiliar a saliva a repor os minerais que existem no esmalte dos dentes.
Higienização
O melhor método preventivo é a higiene bucal diária e completa após cada refeição combatendo a placa bacteriana. Esse processo deve ser feito ao amanhecer, depois das refeições, depois das guloseimas ou lanches e antes de dormir. A consulta ao seu Cirurgião-dentista semestralmente também é essencial para uma limpeza bucal completa.
fonte: Dr. Rodrigo Piozzi

Orientação Sobre Bruxismo


Apertar ou ranger os dentes durante o sono é como o bruxismo é conhecido popularmente. Esse termo é derivado do frânces “la bruxomanie”, primeiramente utilizado por Marie & Pietkiewicz em 1907. E, de acordo com a definição da Associação Americana das Desordens do Sono, o bruxismo é um tipo de movimento periódico estereotipado mandibular.


Esse hábito parafuncional é de ocorrência comum, podendo ser observado em todas as faixas etárias, com prevalência semelhante em ambos os sexos. Sua característica principal é o desgaste dentário, que pode acometer inicialmente apenas o esmalte dos dentes podendo evoluir até o desgaste de metade da altura dos dentes(Foto). Outra característica que pode ser notada, além do desgaste dentário, é a dor muscular da articulação temporomandibular (ATM), dores de cabeça podendo até atingir o ouvido, dor muscular facial relacionados aos músculos mastigatórios e dor generalizada(ver ilustração). É interessante notar que essas dores musculares são intensas ao acordar (devido ao esforço realizado pelos músculos durante o bruxismo noturno) e gradualmente vão diminuindo durante o dia.

Até o presente momento, a causa ainda não está determinada. Apesar disso, alguns estudos indicam como possíveis fatores etiológicos(causas) a tensão emocional, agressão reprimida, medo, raiva (RUGH & OHRBACH, 1988), alergias (MARKS, 1980), consumo de bebidas gasosas (MILOSEVIC et al., 1997), certas posições adotadas para dormir, como deitar com a mão entre o rosto e o travesseiro pode forçar e mudar a posição da mandíbula(Foto)(COLQUITT, 1987) e desarmonias oclusais (ARESO et al., 1999).

A terapia atual é conservadora e reversível, uma vez que a cura permanente do bruxismo é ainda desconhecida. Não há um método de tratamento conhecido para eliminar permanentemente o bruxismo; apesar disto, a forma de terapia empregada para o alívio dos sinais e sintomas de dores musculares e ATM associados ao bruxismo é a utilização de placas interoclusais(Foto) para dormir. As placas interoclusais reduzem a atividade eletromiográfica noturna dos músculos logo após sua inserção, além de protegerem os dentes do desgaste provocado por esse hábito parafuncional.



fonte: Kleber Fioretto

Cuidados Com os Dentes de Leite

"Quando nascem os dentes de leite?

Por volta do sexto mês, mas pode haver antecipação para o terceiro ou quarto mês. Geralmente, a dentição do bebê completa-se entre o vigésimo quarto e o trigésimo sexto mês.
O Bebê sente dor quando nascem os dentes de leite?
O surgimento dos dentes é uma ocorrência natural, portanto não provoca dor, nem sangramento. Entretanto, alguns sintomas podem aparecer: aumento da saliva devido à maturação das glândulas salivares e à dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida; diarréia, em conseqüência de distúrbio gastrointestinal causado pela contaminação através de objetos levados à boca pelo bebê e sucção dos dedos, principalmente em condições de higiene inadequada; febre “baixa e passageira”, provocada por substâncias que regulam a temperatura corpórea, liberadas durante o rompimento da gengiva; irritação local provocada pela pressa dos dentes na gengiva (não requerendo medicação alguma).

Os mordedores ajudam na irupção dos dentes?
Existem mordedores macios que contêm um gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses mordedores, quando utilizados pelo bebê, aliviam a irritação da gengiva causada pela pressão dos dentes em erupção. Se eventualmente a irritação for grande, um anestésico tópico não irritante – aplicado 3 a 4 vezes por dia – também pode dar alívio temporário, desde que prescrito corretamente, já que ele pode ser tóxico, e sua absorção é rápida.

É necessário escovar os dentinhos do Bebê?
Sim. É importante fazer a higienização mesmo antes da erupção dos primeiros dentinhos. Para tanto, pode ser usada uma dedeira ou gaze embebida em água filtrada que deve ser esfregada delicadamente na gengiva. Após a erupção dos primeiros dentinhos, uma escova com cerdas reduzidas e macias deve ser usada, principalmente após as refeições.

O Bebê pode usar creme dental?
Quando erupcionam os primeiros dentinhos, pode-se utilizar escova de dentes somente molhada em água. Quando o bebê estiver com um maior número, o creme dental deve ser usado em pequena quantidade, o equivalente a um grão de ervilha ou até menos, visto que os bebês engolem cerca de 70% do creme dental durante a escovação; como o creme dental contém flúor, o excesso ingerido pode provocar fluorose, alterando a cor dos dentes.

E se o bebê não deixar escovar os dentes?
A mãe precisa ter paciência e tentar transformar a escovação em uma brincadeira divertida. Usar uma escova colorida ou cantar musiquinhas acompanhando os movimentos da escova pode ajudar. É interessante que o bebê a veja escovando seus próprios dentes.

Que tipo de mamadeira usar para os bebês que não podem ser amamentados no peito?
Existem mamadeiras que possuem bicos muito semelhante ao seio materno e garantem o bom posicionamento da língua durante o aleitamento. O furinho do bico deve ser estreito para forçar o bebê a sugar, o que estimula a musculatura e o crescimento da mandíbula. A posição em que o bebê toma sua mamadeira também é importante: ele deve estar inclinado e nunca completamente deitado.

A mamadeira e a chupeta podem alterar o posicionamento dos dentinhos do bebê?
Todo hábito quando prolongado prejudica o posicionamento da língua e a musculatura bucal. Deve ser planejado eliminar da rotina do bebê a chupeta e a mamadeira o mais cedo possível, até no máximo por volta dos três anos.

Antibióticos prejudicam a dentição?
Depende. Todo antibiótico ou medicamento, quando administrado, deve estar em dose adequada e sob supervisão médica e/ou odontológica.

Os Bebês podem ter cáries?
Sim o hábito de ser amamentado ou alimentado com mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar cárie de mamadeira ou de aparecimento precoce. Se não houver higienização nesse período, esse tipo de cárie acomete os dentes rapidamente, pois, durante o sono o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da cárie de mamadeira constituem manchas brancas e opacas que muitas vezes passam desapercebidas pelos pais.

Quando deve ser a primeira consulta do Bebê ao dentista?
A primeira deve ser feita antes mesmo do aparecimento dos primeiros dentes. Uma consulta agradável, em ambiente amistoso, ajudará o estabelecimento de um vínculo afetivo com o dentista; também é importante um programa de educação e medidas preventivas que evitem o aparecimento de cáries e doenças gengivais.



fonte: Revista da APCD